terça-feira, 31 de março de 2015

NERD POBRE # 05 & TEMA ESPECIAL # 04 Apresentam: Games Remasterizados


NERD POBRE # 05 e TEMA ESPECIAL # 04 APRESENTAM...
GAMES REMASTERIZADOS – SÃO DO BEM OU DO MAL?

            Estamos na era dos reboots, remakes, universos compartilhados e dos filmes, séries, desenhos, quadrinhos e games remasterizados! Tudo agora tem que ser em FULL HD 1080 P de resolução, em 60 f/por segundo. Misericórdia! Parece que, realmente, a criatividade está morta e a nostalgia suprema se aliou à vontade de fazer dinheiro fácil! Deus nos livre... Sei como é. Mas eu não estou aqui para falar mal e nem para falar bem dos games remasterizados, mas, sim, para comentar e colocar em xeque os mesmos – até onde games remasterizados são legais e qual é o limite desse plano maligno das empresas de games para fazer dinheiro duas vezes com os mesmo game.
            A verdade inicial é a seguinte: existem games remasterizados bons e games remasterizados maus – ou que são meros caça niqueis – e que foram feitos para economizar grana. Existem, sim, grandes coleções de games clássicos que foram, realmente, remasterizados e lançados para uma, duas gerações à frente... E tem aqueles que lançaram há um ano e já possuem game remasterizado! Jesus nos livre! E, com o surgir da nova geração – 2013-2015- vimos o renascer de diversos games em HD remasterizados apenas por que não estavam na grade de games da mesma... Games que lançaram para o PS3, há pouco tempo, e que chegam, remasterizados, para o PS4, por exemplo. Até aonde isso é válido? Até aonde isso ajuda o Nerd Pobre? Quem decidi é você, gamer crente... Mas, claro, aquilo é malandragem, a gente fala!
            Vamos agora, para uma lista vasta de games que foram remasterizados. Muitos são coleções clássicas e que valem muito a pena jogar de novo em HD. Outros são games que lançaram a pouco tempo e são meros caça niqueis... Cuidado! Leiam as legendas – vão ter comentários e preço dos games!
Dois games lindos em um só CD! E por apenas R$ 70,00? Claro que vale muito a pena!

Não pague mais que R$ 70,00 nesse game! É bom, mas nem tanto! Sim, são 3 em 1!

Três game em um! Por, no máximo, R$ 80,00! Vale muito a pena, ainda mais por que são games da era do PS2 e inicio do PS3! Não pague mais que isso!

Um dos melhores trabalhos de remasterização dos últimos tempos, esse game é indispensável para os portadores de Xbox 360! E, por apenas, R$ 50,00 no máximo - não pague mais que isso!

Uma coleção fantástica com três únicos e exclusivos! Clássicos do PS2 e por apenas R$40,00!

Um clássico do PS2 e em HD, com mais dois extras - dois games e um especial só com videos especiais - um RPG incrível com muitas horas de gameplay intenso! E por, no máximo, R$ 100,00 - não pague mais que isso.

Um game recentemente lançado - também 3 em 1 - e que está valendo uns R$ 120,00. Muito bom mesmo! Mas, espere baixar o preço, beleza! Vale a pena, com certeza!

Três excelentes games da era do PS2 em HD! Demais! E por, no máximo, R$ 70,00 - não pague mais que isso!

Uma excelente coleção com dois games em um cd! Está na faixa dos R$ 40,00! vale muito a pena!

Lindo! Vale a pena se for por menos de R$ 100,00! 2 games em 1!

Um game clássico da década de 90 totalmente refeito e em um HD lindo! Para quem gosta de plataforma, essa é uma boa dica! esta na faixa dos R$ 90,00 - não vale tanto a pena assim...

Esse é legal! Não pague mais de R$ 70,00 nesse game, mas compre! É da década de 90! demais! e em Hd!

R$ 180,00!!! Tá LOCO! Não! Não compre ainda! Ou compre a versão digital, se for bem mais em conta, beleza! Ma,s sim, é um belo trabalho de remasterização e vale a pena, só que não agora!

Um dos melhores trabalhos de remasterização dos últimos tempos... 4 games em 1! Por apenas R$ 100,00 e para o XONE... Cara, sei que o XONE não é videogame pra pobre, mas... Se você tiver... Compre! Vale muito a penas mesmo!! São 40 horas de campanha e mais muitos extras! Modo Co-op off e online! Demais!

Acabou de lançar e está muito caro! É um game só e lançou tem um pouco mais de um ano! Não! Para! Compra só se você for nerd rico! Está na faixa dos R$ 100,00... Cê quem sabe...

Admito - ficou bonito! Mas, não... Já jogeui no PS3 por R$ 65,00... Não pague mais que R$ 80,00 nesse game!

Lindo! Maravilhoso! E vem com uma demo de Final Fantasy XV! Demais! vale muito a pena mesmo! Mas... É pra Nerd Rico... Faixa dos R$ 180,00 e pra PS4, faixa dos R$ 3000,00... Tristeza...

Tem PS3? Beleza! Compre o The Last of Us por uns R$ 80,00, no Máximo!! Val a pena... O remasterizado, nem tanto... Bonito, mas caro! 
Ainda nem lançou e acho uma completa perda de tempo... O Game lançou em 2010! Faz pouco tempo... Nem tem dez anos ainda! E vai sair por R$100,00, no mínimo! E pra ps4... Não é game pra pobre e a remasterização vai ser mínima! Compre pro PS3, tá uns R$ 50,00!
Pessoal, irmãos e irmãs crentes nerds de Jesus! Eu apenas citei alguns exemplos... São dezenas de games remasterizados e coleções lançadas até hoje! Para PS3 existem mais ainda... Vale a pena, ao meu ver, as coleções clássicas. Qualquer coleção, na verdade, que valer menos de R$ 100,00 é válida! Pois são 2, 3 game em 1 CD só e pelo preço de um game ou até menos! Mas, agora, games que foram lançados ano passado, em HD, pra nova geração... Isso não vale muito a pena não... A não ser que sejam 2 games em 1 cd só e com novidades extras! Como é o caso da coleção Borderlands Jack Colection, para a NEXt GEN! Confira o trailer:
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Veja abaixo outros games em Hd e/ou remasterizados e coleções incríveis e que vale a pena serem adquiridos, mas, apenas se valerem menos de R$ 100,00:










Pessoal de Jesus, tem bem mais que isso no mercado, mas tá bom por hoje! Eu gostei do novo Borderlands pra nova geração, uma bela coleção... Mas, isso sou eu, beleza! lembrem-se, crentes nerds pobres - não paguem mais que R$ 100,00 num game original! Deus nos livre! Se o game for muito bom e for maior que 20 horas de duração a campanha e tiver modo online e co-op ou multiplayer online ou offline, beleza, vale a pena! Senão... Não compre agora! Deixe baixar o preço! Ou compre usado, seminovo, pegue emprestado! Sério! Nerd pobre se vira! E fiquem de olho nesses games remasterizados... Quem passar a perna em nós! Fiquem com Deus e até mais!




            

NEXT GEN # 04 - LEGO Jurassic Park World

No NEXT GEN de hoje temor um game para a criançada - que eu também jogo - que é o LEGO Jurassic Park World, inspirado nos quatro filmes da franquia Jurassic Park (Incluindo o novo, que vai lançar nesse ano, 2015). Demais! Veja o trailer e até mais!
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Gráfico incríveis para a NEXT GEN! E tem brinquedo também!

Trilha Sonora Nerd # 07 - Donkey Kong Country Clássico

Lembra dessa? Uma trilha sonora clássica de uma das muitas telas do incrível Donkey Kong Country, lançado em 1994 para o Super Nintendo! demais! Curte o som e fica com Deus! E já viu o Melhor do Mês de Março? Não? Vai lá e veja se seu post favorito ganhou algum prêmio! Talvez ele tenha ficado em primeiro lugar!?
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O MELHOR DO MÊS CRENTE NERD BRASIL - MARÇO


FINALMENTE chegou o O melhor do mês de março, aqui, no nosso blog Crente & Nerd do Brasil! Aleluia! Obrigado a todos que nos ajudaram e nos apoiaram visualizando, comentando, entrando pra dar uma olhadinha e, principalmente, àqueles que divulgarão o nosso blog! Fiquem com Jesus e que Deus abençoe a todos vocês grandemente! Mas, sem mais delongas, vamos aos ganhadores de melhores posts do mês de março de 2015:


5° LUGAR - Canção Original crente nerd # 01 - O fogo não descansa (Aline Barros) - 17 visualizações.

4 ° LUGAR - CRÍTICA SEM SPOILERS: BÍBLIA EM AÇÃO - 18 visualizações
  - NÃO POREI COISAS MÁS DIANTE DE MEUS OLHOS #01 - GAME OF THRONES - 18 visualizações.



3° LUGAR:
- DEBATE MORTAL # 02 - STAR TREK VS STAR WARS - 19 visualizações

2 ° LUGAR:
- NERD POBRE # 00 - PIRATARIA É PECADO! - 20 visualizações

1° LUGAR:
- COISA DE FACULDADE # 02 - TCC NERD: INTRO - 26 visualizações
- CONTOS CLÁSSICOS CRENTE NERD # 01 - A Lenda de Zelda -  26 visualizações
- DEBATE MORTAL # 01 - DCNAUTAS VS MARVETES - 26 visualizações



Deus abençoe a todos os que participaram do blog nesse primeiro mês crente nerd! Jesus salve a todos vocês! Até a próxima e bom mês de abril!










segunda-feira, 30 de março de 2015

COISA DE FACULDADE # 03 - TCC NERD - CAPÍTULO UM - PARTE UM

O Capítulo Um do meu TCC é o maior dentre todos os três capítulos, contando com a introdução e a conclusão. Serão partes grandes, repletas de informação nerd extra! Fiquem com Jesus e boa leitura! E boa sorte os TCCs de todos vocês!

CAPÍTULO UM
PARTE UM: UMA BREVE RETROSPECTIVA DA EVOLUÇÃO DOS VIDEOGAMES

            Desde os meus seis anos de idade que me considero um jogador de videogames, assim como relatei na introdução desse trabalho. Comecei jogando no fliperama de meu pai, esse que já havia jogado jogos eletrônicos em meado da década de setenta. O autor Claudio Lúcio Mendes, no capítulo seis, diz que o surgir dos videogames se deu nessa época, na década de setenta. Mas os games mudaram muito desde então e deixaram de ser apenas meros jogos eletrônicos ou apenas coisas de criança, como muitas pessoas e a mídia pensam, mesmo nos dias de hoje.
Livro de Cláudio Lúcio Mendes.

            Esse trabalho está sendo escrito no início do século XXI, ano de 2012, e os videogames de hoje tomaram um rumo totalmente inesperado por aqueles que jogavam, como o meu pai, os primeiros jogos eletrônicos. Naqueles anos, meados da década de 1970, os videogames eram muito simples, sendo eles em duas dimensões, tinham pouca profundidade, pouquíssimas cores e possuíam uma jogabilidade muito simplificada. Geralmente, para se jogar videogames na década de setenta, era preciso apenas você mover o joystick para cima, para baixo, para a esquerda ou para a direita e, talvez, apertar algum botão a mais, apenas para efetuar uma ação.
"Pong" (1974).

            Porém, mesmo eles sendo simples, já apresentavam uma dificuldade elevada, sendo um desafio para os jogadores passarem de fase. Foi nessa época que ficou famoso o fliperama, máquinas de videogames grandes, com vários botões e torres que serviam para mover o personagem principal do videogame. E um dos personagens mais famosos daquela época era o "Pacman"(1980), que é mais conhecido aqui no Brasil pelo nome de Come – come.
"Pac-man" (1980).

Criador de Pacman - Tohru Iwatani.


O Pacman  era um jogo em que surgia na tela uma espécie de tabuleiro eletrônico azulado e com fundo branco, que mais se parecia com um labirinto. Nesse labirinto havia algumas bolinhas amarelas e, nas extremidades do labirinto, havia quatro bolas maiores, que eram especiais, e ficavam uma em cada extremidade. Quando o jogador colocava a ficha dentro da máquina, dava-se início a partida e, do nada, surgiam uma porção de fantasminhas coloridos, com grandes olhos cartunescos, e um outro personagem, que se parecia com uma rodela de pizza amarela, mas com uma das fatias faltando. Logo o jogador perceberia que era ele quem controlava os movimentos da tal rodela de pizza, que abria e fechava a boca e, por onde que passava pelo labirinto, comia as bolinhas amarelas. Depois de um tempo, o jogador logo iria perceber também que se ele deixasse um dos fantasmas encostar na rodela de pizza, que era um verdadeiro "come-come", ele teria uma grande decepção, pois o tal personagem morreria na hora, sumiria do nada e ainda faria um barulho muito peculiar, que iria virar uma verdadeira vinheta para os futuros personagens de videogame. Porém, o game não se resumia a isso, comer a bolinhas amarelas e fugir dos fantasmas, também havia uma vantagem, pois quando se comia uma das bolinhas maiores, o personagem principal ganhava super poderes, deixando todos os fantasmas azuis e, muito criativo para a época, comestíveis. Com isso, o jogador descobriu qual era o objetivo do jogo – que era fazer o Pacman comer todas as bolinhas do labirinto, fugir dos fantasmas e comer as bolas maiores para devorar os fantasmas também – e, assim, passar de fase.
Exemplo de fase em "Pacman".

Os elementos de Pacman.

 Cada fase do jogo era mais desafiadora que a anterior e isso tornava o jogo mais dinâmico e com cada vez mais fama, por causa de sua jogabilidade simples e inteligente. Pacman é um videogame muito famoso até os dias atuais e o personagem ficou tão conhecido que ganhou diversas continuações e acabou virando até mesmo um herói de televisão e de jogos mais elaborados, com tecnologia 3D. Pacman, na verdade, foi um dos primeiros personagens de videogames da história, e a empresa Namco, que distribui os jogos do personagem até os dias de hoje, se sente muito feliz por isso. Steven Johnson(2005) cita, entre muitos outros títulos, o game Pacman, mostrando como o jogo foi um marco na história dos games, isso por causa de sua jogabilidade. O autor também o compara com outros jogos eletrônicos, mostrando como que a jogabilidade atual tem evoluindo rapidamente, mas falaremos disso mais tarde.
Steven Johnson - autor Norte - Americano.

Logo da Namco

Hoje, Pacman é um super herói infantil e faz parte da cultura POP em geral. Avi Arad detém os direitos da nova série do herói.

            Depois de "Pacman"(1980), surgiram diversos personagens de videogames, todos muito infantilizados, voltados para um público menor. Como Lúcio Mendes (2004) diz, os produtores dos jogos daquela época imaginavam que os únicos jogadores de videogames eram crianças e, na sua maioria, meninos. Então, eles criavam personagens que eram seres fantásticos e estilizados, como heróis do espaço ou animais que usavam roupas e tinham habilidades especiais, como voar ou atacar com a calda. Em meados da década de ointenta e início de noventa esse movimento ficou ainda mais forte, com a criação de dois personagens marcantes para a indústria dos games, "Super Mario Bros."(1985), da Nintendo, e o "Sonic – The Hedgehog"(1991) , da Sega. Como podemos notar, tanto a Namco como a Nintendo e a Sega são empresas de games japonesas e, até aquela época, a grande maioria dos games eram produzidos no Japão. Logo, Pacman, Super Mario e Sonic são personagens japoneses, mas que foram imaginados para atrair crianças de todas as nacionalidades. Se Pacman era o "come-come", Super Mario era um encanador que, num belo dia de trabalho, entrou pelo cano e foi parar num mundo mágico, onde teria de enfrentar o terrível Bowser, o rei dos dragões, que havia raptado a princesa Pitye, do reino dos dinossauros. Agora, com a ajuda do jogador, ou da jogadora, Mario, que era um personagem italiano, gordinho e com um bigodinho bem peculiar, terá de salvar a princesa e derrotar o terrível dragão do mal, se valendo de dezenas de habilidades fantásticas, como pular encima dos dinossauros maus, comer cogumelos e ficar maior, usar flores que lhe davam o poder do fogo, penas, que lhe davam o poder de planar e estrelas que o deixavam invencível por alguns segundos. Mas, se Mario encostasse de forma errada em algum inimigo ou caísse em algum buraco, era o seu fim, e logo o jogador iria ver na tela de sua televisão um grande e colorido "GAME OVER".

Capa de "Super Mario Bros." (1985)

Mario entrou pelo cano!

            Diferente do "Pacman"(1980), que surgiu nas máquinas de fliperama, "Super Mario Bros."(1985) surgiu primeiro nos chamados consoles, que são os aparelhos eletrônicos que reproduziam os jogos de videogames e o fazem até os dias de hoje. Porém, na década de oitenta, que foi quando surgiu o Super Mario Bros., os consoles eram mais rústicos do que os atuais, tendo um designe mais quadrado, sendo mais leves, com cores mais cinzentas ou escuras, tendo apenas um local para se colocar dois controles joysticks e um para se colocar as fitas, ou cartuchos, esse que possuíam os softwares dos videogames. Antigamente, os videogames eram armazenados em placas eletrônicas e acoplados em fitas especias de plástico, os chamados cartuchos, e vendidos em caixas de papelão com o logo das empresas responsáveis pela criação e pela distribuição do videogames, assim como um filme ou cd de música.


 No caso do Super Mario Bros., a empresa que criou o personagem e o videogame era a mesma que criou o console NES (Nintendo Entertaiment Sistem) e era ela mesma quem ficava com todos os lucros. Geralmente, as caixas dos jogos eletrônicos eram muito chamativas, muito coloridas, tendo os personagens principais efetuando alguma ação, e tendo o nome do game e o da empresa e para que console aquele jogo era direcionado, pois, se você comprasse "Super Mario Bros." (1985) e tentasse colocá-lo num Mega Drive, por exemplo, não iria conseguir nunca, pois um não era compatível com o outro, e isso acontece até hoje. Mendes (2004) fala a mesma coisa em seu livro, quando cita a apresentação da caixa do game Tomb Raider para PC, mostrando que, mesmo depois de vinte anos, as estratégias para fisgar o jogador a comprar o game ainda são as mesmas, apenas mudou a roupagem dessa apresentação. O outro personagem, Sonic, da Sega, era outro exemplo de personagem "fofo" mas estilizado, sendo ele um porco espinho azul que andava de tênis vermelho e que possuía como poder a super velocidade e como inimigo o Doutor Eggman e sua trupe de robôs do mal. Diferente do Super Mario Bros., "Sonic – The Hedgehog"(1991) era exclusivo para Mega Drive. E assim foram surgindo centenas de personagens semelhantes, todos voltados para um público infantil. O sucesso do Super Nintendo ainda é tão grande nos dias atuais que Steven Johnson(2005) brinca em seu livro, dizendo que os norte americanos são "viciados em Nintendo".
Personagens de Super Mario Bros.


Capa de "Sonic - The hedgehog" (1991).

Sonic era um herói cheio de expressões, para a época...

            Porém, ainda na década de oitenta, uma empresa chamada Konami, também japonesa, resolveu apostar em um nova idéia, que iria além dos personagens infantilizados. Nasceu, então, a história da família Belmont, que vivia na Transilvânia da era do renascimento, tendo como missão matar, a cada cem anos, o terrível Conde Drácula, entrando em seu maligno e labirintoso castelo, o chamado "Castlevania"(1986), que acabou virando o nome do game, que fez um sucesso tão grande que se perdura até os dias atuais (eu mesmo sou fã da série!). Nesse game, o personagem principal não é um bichinho fofinho ou um cara gordinho, mas sim um herói masculino, um homem, um cavaleiro, que tinha como arma um chicote mágico, que ficava mais forte com o passar das fases e conforme ele matava os monstros. Isso mesmo, ele matava monstros, tudo cartunesco e em duas dimensões, pois os gráficos daquela época eram fracos se comparados com os de hoje, mas era um grande avanço para o universo dos games. Simon Belmont era seu nome e seu trabalho era matar vampiros, mas se surgissem zumbis, morcegos, lobisomens ou medusas em sua frente, ele os aniquilava com o seu poderoso chicote mágico e com outras armas e poderes encotrados no decorrer do game. E, no final, o grande chefão, Conde Drácula.
"Castlevania" (1986) capa para nintendinho.

Para a época, década de 80, era um mega game!

            Depois de "Castlavania"(1986), surgiram muitos outros jogos semelhantes, como "Golden Axe"(1989), da Sega, que se tratava de heróis bárbaros que lutavam com machados contra seres malignos da mitologia nórdica. Nesse momento fica evidente o que Lúcio Mendes (2004) diz em seu livro, que nos "primórdios dos jogos eletrônicos (meados dos anos 1970) até 1996, tal montagem dava importância aos personagens centrais masculinos: o heroísmo era expresso apenas por figuras machistas, viris e com músculos hipertrofiados"(MENDES, 2004. página 112).
Tela inicial de "Golden Axe"

Capa de "Golden Axe" - o machismo nos games é problema que arrasta até hoje...

 Isso se repetiu por diversas vezes e os games se revezavam entre ter personagens infantis e personagens machistas, sempre voltados para jogadores e não jogadoras. Uma vez ou outra surgiam heroínas, mas sempre como uma jogada de marketing, como jogos da Barbie por exemplo. E, como eu mostrei nessa amostra histórica dos games, os primeiros personagens de games era muito caricatos e muito pouco profundos em suas histórias e personalidade. Geralmente era a mesma coisa – salve o mundo ou salve a princesa do rei mal. Até mesmo o clássico "The Legend of Zelda"(1986) e "Final Fantasy"(1987) possuíam essa premissa clássica da princesa em perigo e do grande guerreiro que a salvaria do mal. Não havia dilemas morais ou sociais em nenhum dos games até meados da década de 1990.
Capa do primeiro "Final Fantasy".

Cartucho de "Legend of Zelda".

 Foi quando surgiram os games em 3D, tendo como principal representante o console da Sony Entertaiment Inc., o Playstation, que deixou de usar o cartucho como plataforma e começou a usar uma tecnologia vinda dos computadores, o CD. E, com o advento dos jogos eletrônicos em 3D, ou virtuais, como as pessoas costumam chamar aqui no Brasil, toda a jogabilidade e toda a visão de games se modificou. Deixou-se aquela visão em duas dimensões, que tudo era visto na tela de lado e trocou-se pela visão em primeira ou em terceira pessoa, em que o jogador conseguia controlar o personagem vendo-o de frente e não de lado, ou, muitas vezes, vendo somente a mão do personagem, sendo esses jogos em primeira pessoa. Mendes (2004) cita dois jogos em 3D muitos famosos e que podem servir como exemplo para nós. Um deles é o game "Doom"(1993), que é do gênero  Shooter, pois é um game de tiro, possuía a câmera em primeira pessoa, onde você apenas enxergava a mão do personagem, que sempre carregava uma arma na mesma e matava monstros vindos do inferno. Já "Tomb Raider"(1996) era um game em terceira pessoa, pois você enxergava a personagem principal por completo em sua frente e você conseguia controla-la e via cada movimento seu, como se ela fosse uma boneca via controle remoto. Sim, a personagem ficava de costas para o jogador, ajudando a aumentar a ideia de controle.

Capa de "Doom" - um game do mal!

Doom revolucionou com sua jogabilidade única... E foi polêmico, graças ao seu conteúdo adulto.

Capa de "Tomb Raider" (1996)

Mais uma revolução nos games, criando o gênero Terceira Pessoa.

            Eu não contei tudo isso atoa. Tudo que eu falei sobre consoles, sobre tecnologia, sobre games e sobre câmera em primeira e terceira pessoa serviram como um histórico de algo que mantem - se até os dias de hoje. Muitos dos jogos que são citados no livro de Lúcio Mendes(2004) são considerados, hoje, ultrapassados. Estamos no ano de 2012 e os games de hoje, assim como os consoles, estão numa geração acima dos games citados por Mendes (2004) e por mim até agora e formam um passado importante da evolução dos games e como eles são vistos atualmente. E, pode ter certeza, daqui há uns dois anos, os jogos de que eu vou falar nesse trabalho a partir de agora ( e os que eu jogo hoje em dia) estarão ultrapassados, pois está prometido para o ano de 2014 uma nova geração de videogames, duas vezes melhores do que os atuais, que já são fantásticos nos quesitos gráficos, som e jogabilidade. Também estou dizendo isso por que cada vez que os games evoluem, os personagens evoluem com eles e, quanto mais os personagens evoluem, mais humanizados e complexos eles ficam, tornando a relação deles com os jogadores mais forte e mais complexa também. Se, no início, os jogadores tinham de se relacionar com personagem fofos e bonzinhos, hoje em dia, ano de 2012, os jogadores precisam se relacionar com personagens pesados, matadores de pessoas inocentes, de monstros, de demônios e que, muitas vezes, já foram mortos mas voltaram do inferno para se vingar, ou se relacionam com bandidos ou com heroínas super sexys que lutam contra o mal e não se importam em ficar quase sem roupa. Porém, segundo Steven Johnson(2005), isso não é o bastante para considerarmos uma narrativa de videogame complexa. Segundo ele, as histórias dos games são muito pouco profundas, até mesmo infantis, mesmo em meados do ano de 2005, que foi a época da publicação de sua obra. Johnson (2005) diz que o máximo que os games conseguem é contar uma história de um filme ou de uma série de televisão. Mas, como próprio autor concorda no decorrer de seu livro, que as narrativas da cultura nerd tem evoluído e muito, se tornando cada vez mais complexas, e o mesmo vem acontecendo com os games, pelo menos desde de 2006. Jogos com histórias e personagens cada mais complexos, e cada mais maduros do que os do inicio da década de oitenta. Dai começamos a nos perguntar até que ponto essa relação personagem – jogador é positiva e até que ponto ela é negativa e até aonde ela poderá nos levar no mundo real. E, assim como diz Wiggers em seu texto "Infância e Mídia: crianças desenham novas corporeidades"(2008), quanto mais mitologizado e humanizado for o personagem fictício, mais chamativo e propício a ser imitado ele será.
PS2

PS3

PS4

XBOX 

XBOX 360

XBOX ONE - Deveria se chamar XBOX 720

Nintendo Wii

Nintendo Wii U.

            Hoje em dia, à partir de 2005 até o ano de 2012, existem, basicamente, três empresas que ainda competem umas com as outras o grande mercado dos videogames e dos consoles no mundo, sendo elas a Nintendo, que está firme e forte desde a década de oitenta, a Sony, desde de 1994, e a Microsoft, que lançou em 2002 o console "Xbox", que derrubou muitas empresas de consoles pelo mundo a fora. Sendo assim, os consoles que ainda estão vivos até hoje, ou seja, que ainda são comprados pelo público alvo, os jogadores e pais de jogadores, pelo mundo todo são os Playstation 2, Playstation 3, o Xbox 360 e o Nintendo Wii, sem contar com os Pcs, que também são uma plataforma muito forte de jogos eletrônicos até os dias de hoje. Os consoles evoluíram, se tornaram mais bonitos esteticamente, mais estilosos, com cores vivas, mais se parecem com aparelhos de dvd ou de som do que com videogames, tanto que os mesmos podem  reproduzir cds de música, fotos e dvds. O Playstation 3 evoluiu tanto que reproduz Blu Ray e jogos em 3D digital, inspirado no filme "Avatar"(2009) de James Cameron. Os consoles de hoje também pretendem emular os computadores, possuindo entradas USB e HDMI, podendo reproduzir imagens, videos e músicas baixados da internet e eles próprios possuem conexão com a rede local, onde o jogador pode baixar itens especiais para seus avatares no menu do console ou baixar demonstrações de jogos novos ou jogar on line, ou até mesmo baixar jogos inteiros, sempre pagos por uma moeda criada pela empresa que distribui o console. Fora tudo isso, os consoles ainda são os mesmos, tendo uma entrada para um Dvd ou Blu ray e um ou mais joysticks, analógicos ou digitais, a maioria sem fio, movidos a bateria ou a pilha. Os consoles são conectados a televisão através de um cabo de áudio e vídeo ou através de uma cabo HDMI. A grande maioria dos games para esses consoles possuem uma capacidade gráfica e sonora dignas de cinema, deixando muitas pessoas perplexas e muitos jogadores loucos para se ter a nova geração de jogos, cada vez mais realísticos e mais violentos. Porém, esse parágrafo apenas serve de introdução para o que há de vir, pois o que pretendo falar daqui por diante é sobre os games de hoje e sobre os seus personagens e como eles mudaram, se comparados com os heróis e heroínas de games da década de oitenta. Pois, com tanta capacidade gráfica, os heróis e heroínas se tornaram quase reais, assim como os vilões.
Tomb Raider 1996

Tomb Raider 2005

Tomb Raider 2013

Tomb Raider remasterizado 

LOL - um dos maiores representantes dos games On-line da atualidade.

 Muitas vezes, quando você está controlando o seu personagem numa partida acirrada, é fácil confundir um dos personagens com uma pessoa real e até, talvez, sentir um frio na barriga quando você mata, no jogo, tal personagem. Mas não existem somente personagens violentos, pois a Nintendo ainda existe e continua a lançar seus heróis infantilizados e muitos adultos, como eu, ainda brincam de Super Mario. Mas não podemos ser inocentes, pois sabemos que os jogos que mais fazem sucesso hoje em dia são os hiper violentos. Mas, como diz Steven Johnson(2005), os verdadeiros cânones dos games não são os violentos, mas sim os mais inteligentes, como os citados em seu livro, The Legend of Zelda, The Sims, entre outros, que já são considerados clássicos pelos fãs em todo o mundo. Porém, falaremos da questão da violência mais tarde em nosso trabalho.
"The Sims" é o maior representante dos games de simulação social.

Legend of Zelda é um clássico vivo!
Fiquem Com Jesus! A Paz e a até a próxima, se Deus permitir!